"...Todo aquele que está do lado da verdade escuta a minha voz.(João 18)

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16 de dez de 2014

  • Governo brasileiro vai monitorar o WhatsApp e redes sociais


    A Abin, Agência Brasileira de Inteligência, irá montar uma rede para monitorar a atividade em redes sociais como o Twitter, Facebook e Instagram, além do aplicativo WhatsApp, para tentar prever a organização de novas manifestações no país. De acordo com o Estadão, a criação desta rede ocorre por uma perda de comunicação do governo com supostos líderes de movimentos que organizam os protestos, que não preveu o tamanho e a localização das manifestações desta semana.
    manifestaçoes
    Manifestações serão observadas pelo governo

    O Gabinete de Segurança Institucional e assessores da presidenta Dilma Roussef alegam que estavam focados em assuntos pertinentes à Copa do Mundo e Copa das Confederações, deixando de lado o que ocorria em outros assuntos. Esta forma de controle do que está circulando entre as pessoas pela internet é chamado de Mosaico, que hoje analista 700 temas estabelecidos pelo GSI e é responsável por alertar o Planalto sobre qualquer movimentação que pode colocar em risco algo do Brasil.
    Além disso, o Mosaico irá levantar a possível presença de partidos políticos nos grupos, o tamanho total dos protestos e também se há financiamento e de onde está vindo. Aparentemente esta observação pelo Mosaico é apenas passiva, ou seja, não vai interferir diretamente na internet que circula no país em smartphones, tablets e computadores.
    Grande parte dos usuários do Twitter, Facebook e Instagram já deixam suas contas abertas, onde qualquer um pode olhar sem qualquer dificuldade. Além disso, as manifestações são organizadas com eventos públicos no Facebook. Isso significa que não há necessidade de um grande aparato intrusivo para descobrir quando e como será a próxima manifestação.
    Porém, mesmo assim, é bom manter certo ceticismo sobre qualquer possibilidade de observação do que acontece na internet, a partir do governo de qualquer país - principalmente quando o mundo está de boca aberta com o tal programa PRISM, lá nos Estados Unidos.

  • A doença da "normalidade" na universidade



    Somos todos normóticos em um sistema acadêmico de formação de pesquisadores e de produção de conhecimentos que está doente, e nossa Normose acadêmica tem feito naufragar o pensamento criativo e a iniciativa para o novo em nossas universidades

    Doença sempre foi algo associado à anormalidade, à disfunção, a tudo aquilo que foge ao funcionamento regular. Na área médica, a doença é identificada por sintomas específicos que afetam o ser vivo, alterando o seu estado normal de saúde. A saúde, por sua vez, identifica-se como sendo o estado de normalidade de funcionamento do organismo.
    Numa analogia com os organismos biológicos, o sociólogo Émile Durkheim também sugeriu como identificar saúde e doença em termos dos fatos sociais: saúde se reconhece pela perfeita adaptação do organismo ao seu meio, ao passo que doença é tudo o que perturba essa adaptação.
    Então, ser saudável é ser normal, é ser adaptado, certo? Não necessariamente: apesar de Durkheim, há quem considere que do ponto de vista social, ser normal demais pode também ser patológico, ou pode levar a patologias letais.
    Os pensadores alternativos Pierre Weil, Jean-Ives Leloup e Roberto Crema chamaram isto de Normose, a doença da normalidade, algo bem comum no meio acadêmico de hoje. Para Weil, a Normose pode ser definida como um conjunto de normas, conceitos, valores, estereótipos, hábitos de pensar ou de agir, que são aprovados por consenso ou por maioria em uma determinada sociedade e que provocam sofrimento, doença e morte. Crema afirma que uma pessoa normótica é aquela que se adapta a um contexto e a um sistema doente, e age como a maioria. E para Leloup, a Normose é um sofrimento, a busca da conformidade que impede o encaminhamento do desejo no interior de cada um, interrompendo o fluxo evolutivo e gerando estagnação.
    Estes conceitos, embora fundados sobre um propósito de análise pessoal e existencial, são muito pertinentes ao que se vive hoje na academia. Aqui, pela Normose não é apenas o indivíduo que adoece, que estagna, que deixa de realizar o seu potencial criador, mas o próprio conhecimento. E não apenas no Brasil, também em outras partes do mundo.
    Peter Higgs, Prêmio Nobel de Física de 2013 disse recentemente que não teria lugar no meio acadêmico de hoje, que não seria considerado suficientemente produtivo, e que, por isso, provavelmente não teria descoberto o Bosão de Higgs (a “partícula de Deus), descrito por ele em 1964 mas somente comprovado em 2012, quase 50 anos depois, com a entrada em funcionamento de uma das maiores máquinas já construídas pelo homem, o acelerador de partículas Large Hadron Collider. Higgs contou ao The Guardian que era considerado uma “vergonha” para o seu Departamento pela baixa produtividade de artigos que apresentava, e que só não foi demitido pela possibilidade sempre iminente de um dia ganhar um Nobel, caso sua teoria fosse comprovada. Ele reconheceu que, nos dias de hoje, de obsessão por publicações no ritmo do “publique ou pereça”, não teria tempo nem espaço para desenvolver a sua teoria. À sua época, porém, não só o ambiente acadêmico era outro como ele próprio era um desajustado, um anormal, uma espécie de dissidente que trabalhava sozinho em uma área fora de moda, a física teórica expeculativa. Então, sua teoria é também fruto desta saudável “anormalidade”.
    A mim, embora não surpreendam, as declarações de Higgs soam estarrecedoras: ou seja, com os sistemas meritocráticos de avaliação de hoje, que privilegiam a produção de artigos e não de conhecimentos ou de pensamentos inovadores, uma das maiores descobertas da humanidade nas últimas décadas, que rendeu a Higgs o Nobel em 2013, provavelmente não teria ocorrido, como certamente muitos outros avanços científicos e intelectuais estão deixando de ocorrer em função dos sistemas atuais de avaliação da “produtividade em pesquisa”. É a Normose acadêmica fazendo a sua maior vítima: o próprio conhecimento.
    Aliás, nunca se usou tanto a autoridade do Nobel para apontar os desvios doentios do nosso sistema acadêmico e científico como em 2013. Randy Schekman, um dos ganhadores do Nobel de Medicina deste ano, em recente artigo no El País, acusou as revistas Nature, Science e Cell, três das maiores em sua área, de prestarem um verdadeiro desserviço à ciência, ao usarem práticas especulativas para garantirem seus mercados editoriais. Schekman menciona, por exemplo, a artificial redução na quantidade de artigos aceitos, a adoção de critérios sensacionalistas na seleção dos mesmos e um absoluto descompromisso com a qualificação do debate científico. E afirmou que a pressão para os cientistas publicarem em revistas “de luxo” como estas (de alto impacto) encoraja-os a perseguirem campos científicos da moda em vez de optarem por trabalhos mais relevantes. Isto explica a afirmação de Higgs sobre ser improvável a descoberta que lhe deu o Nobel no mundo acadêmico de hoje.
    O próprio Schekman publicou muito nestas revistas, inclusive as pesquisas que o levaram ao Nobel: diferentemente de Higgs, que era um dissidente, Schekman também já sofreu de Normose. Porém, agora laureado, decidiu pela própria cura e prometeu evitar estas revistas daqui para adiante, sugerindo não só que todos façam o mesmo, como também que evitem avaliar o mérito acadêmico dos outros pela produção de artigos. Foi preciso um Nobel para que se libertasse da doença.
    A atual Normose acadêmica se deve à meritocracia produtivista implantada nas universidades, cujos instrumentos, no Brasil, para garantir a disciplina e esta doentia normalidade são os sistemas de avaliação de pesquisadores e programas de pós-graduação, capitaneados principalmente pela CAPES e CNPq. Estes sistemas têm transformado, nas últimas décadas, docentes e alunos em burocráticos produtores de artigos, afastando-os dos reais problemas da ciência e da sociedade, bem como da busca por conhecimentos e pensamentos realmente novos. A exigência de produtividade é um estímulo ao status quo, obstruindo a criatividade, a iniciativa, o senso crítico e a inovação, pois inovar, criar, empreender, fugir ao normal pode ser perigoso, pode ser incerto, pode ser arriscado quando se tem metas produtivas a cumprir; portanto, não é desejável: o mais seguro é fazer “mais do mesmo”, que é ao que a Normose acadêmica condenou as universidades e seus integrantes ao redor do mundo.
    Eu escrevi em um artigo de 2013 que a meritocracia leva a uma ilusão de eficiência e progresso que não podem se realizar, porque as meritocracias modernas são burocracias. Como bem ensinou Max Weber, a burocracia é uma força modeladora inescapável quando se racionaliza e se regulamenta algum campo de atividade, como acontece no sistema científico atual. Para supostamente discriminar por mérito pessoas e organizações acadêmicas, montou-se um tal sistema de regras, critérios avaliativos, hierarquias de valor, indicadores, etc., que a burocratização das ações acadêmicas tornou-se inevitável. Agora é este sistema que orienta as ações dos acadêmicos, afastando-os de seus próprios valores, desejos e convicções, para agirem em função da conveniência em relação aos processos avaliativos, visando controlar os benefícios ou penalidades que eles impõem. Pessoas sob regimes de avaliação meritocráticos se tornam burocratas comportamentais; e burocratas, como se sabe, pela primazia da conformidade organizacional a que se submetem, tornam-se inexoravelmente impessoalistas, formalistas, ritualistas e avessos a riscos e a mudanças. Tornam-se normóticos, preferindo, no caso da academia, uma produção sem significado, sem relevância, sem substância inovadora porém segura, a aventurarem-se incertamente em busca do novo.
    Agora, depois de já ter escrito isto naquele artigo, descubro que o Nobel de Medicina de 2002, o sul-africano Sydney Brenner, em entrevista de fevereiro deste ano à King’s Reviw, afirmou exatamente o mesmo. Dentre outras coisas, disse ele que as novas ideias na ciência são obstruídas por burocratas do financiamento de pesquisas e por professores que impedem seus alunos de pós-graduação de seguirem suas próprias propostas de investigação. É ao menos alentador perceber que esta realidade insólita não é apenas uma versão tupiniquim da busca tardia e equivocada por um lugar o sol no campo acadêmico atual, mas uma deformação que assola também os “grandes” da arena científica mundial. E também constatar que os laureados com a distinção do Nobel tem se percebido disto e denunciado ao mundo.
    De certa forma, todos na academia sabem que estes sistemas de avaliação acadêmicos têm levado a um produtivismo estéril, mas isto não tem sido suficiente para mudar nem as condutas pessoais, nem as diretrizes do sistema, porque a Normose é uma doença coletiva, não individual. Ela advém da necessidade de legitimação do indivíduo frente ao sistema de regras, normas, valores e significados que se impõe a ele. Por isto é que o pesquisador australiano Stewart Clegg afirmou, certa vez, que “pesquisadores que buscam legitimação profissional podem com muita facilidade ser pressionados a aprender mais e mais sobre problemas cada vez mais desinteressantes e irrelevantes, ou a investigar mais e mais soluções que não funcionam”.
    Mas agora me advém uma questão curiosa: por que tantos Nobéis tem denunciado este sistema? Creio que porque do alto da distinção recebida, eles já não tem mais nenhum compromisso com a meritocracia acadêmica, e podem falar do dano que ela causa às ideias realmente inovadoras que, inclusive, podem levar à láurea. Mas também porque o Nobel foge à lógica da meritocracia, ele não é um mecanismo meritocrático, portanto, não é burocrático. Ele é até mesmo político, antes de ser meritocrático e burocrático! É um reconhecimento de “mérito” sem ser uma “cracia”. Ou seja, não há, através dele, um sistema de governo das atividades científicas, e por isso ele não leva a uma racionalidade formal, pois ninguém em consciência normal pautaria sua atividade acadêmica quotidiana pela improvável meta de, talvez já na velhice, ganhar o Nobel; e mesmo que tivesse este excêntrico propósito como pauta, teria que fugir da meritocracia que governa os sistemas científicos atuais para chegar a um lugar reconhecidamente distinto, pois ser normal não leva ao Nobel.
    Mas este não é o mundo da vida dos seres acadêmicos de hoje, aqui vivemos em uma meritocracia burocrática, e num contexto assim, pouco adiantam as advertências da editora-chefe da revista Science, Marcia McNutt, publicados no Estadão, de que a ciência brasileira precisa ser mais corajosa e mais ousada se quiser crescer em relevância no cenário internacional. Segundo ela, para criar essa coragem é preciso aprender a correr riscos, e aceitar a possibilidade de fracasso como um elemento intrínseco do processo científico. Mas quando as pessoas são penalizadas pelo fracasso, ou são ensinadas que fracassar não é um resultado aceitável, elas deixam de arriscar; e quem não arrisca não produz grandes descobertas, produz apenas ciência incremental, de baixo impacto, que é o perfil geral da ciência brasileira atualmente, segundo ela. É a Normose acadêmica “a brasileira” vista de fora.
    Somos todos normóticos em um sistema acadêmico de formação de pesquisadores e de produção de conhecimentos que está doente, e nossa Normose acadêmica tem feito naufragar o pensamento criativo e a iniciativa para o novo em nossas universidades. Sem eles, porém, não há futuro significativo para a vida intelectual dentro delas, nem na ciência nem nas artes.
    Via Pragmatismo Político

  • A Terceira Guerra é contra a Rússia - Explica sociológo


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    A Terceira Guerra é contra a Rússia

    Por Boaventura de Sousa Santos

    Via Outras Palavras

    Tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial. É uma guerra provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da UE. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. Num raro momento de consenso entre os dois partidos, o Congresso dos EUA aprovou no passado dia 4 a Resolução 758, que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação da Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.
    Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda. As sanções são conhecidas, sendo a mais insidiosa a redução do preço do petróleo, que afeta de modo decisivo as exportações de petróleo da Rússia, uma das mais importantes fontes de financiamento do país. Esta redução trará o benefício adicional de criar sérias dificuldades a outros países considerados hostis (Venezuela e Irã). A redução é possível graças ao pacto celebrado entre os EUA e a Arábia Saudita, nos termos do qual os EUA protegem a família real (odiada na região) em troca da manutenção da economia dos petrodólares (transações mundiais de petróleo denominadas em dólares), sem os quais o dólar colapsa enquanto reserva internacional e, com ele, a economia dos EUA, o país com a maior e mais obviamente impagável dívida do mundo.
    O segundo componente é controle total do governo da Ucrânia de modo a transformar este país num estado satélite. O respeitado jornalista Robert Parry (que denunciou o escândalo do Irã-contra) informa que a nova ministra das finanças da Ucrânia, Natalie Jaresko, é uma ex-funcionária do Departamento de Estado, cidadã dos EUA, que obteve cidadania ucraniana dias antes de assumir o cargo. Foi até agora presidente de várias empresas financiadas pelo governo norte-americano e criadas para atuar na Ucrânia. Agora compreende-se melhor a explosão, em Fevereiro passado, da secretária de estado norte-americana para os assuntos europeus, Victoria Nulland, “Fuck the EU”. O que ela quis dizer foi: “Raios! A Ucrânia é nossa. Pagámos para isso”. O terceiro componente é a guerra de propaganda. A grande mídia e seus jornalistas estão pressionados para difundirem tudo o que legitima a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia. Peço aos leitores que imaginem o escândalo midiático que ocorreria se se soubesse que o Presidente da Síria acabara de nomear um ministro iraniano a quem dias antes concedera a nacionalidade síria. Ou que comparem o modo como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em Fevereiro passado e os protestos em Hong Kong das últimas semanas. Ou ainda que avaliem o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. Outro grande jornalista, John Pilger, dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos. Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?
    Estamos em democracia quando 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia e 98% dos seus representantes votam a favor? Estamos em democracia na Europa quando uma discrepância semelhante ou maior separa os cidadãos dos seus governos e da Comissão da UE, ou quando o parlamento europeu segue nas suas rotinas enquanto a Europa está a ser preparada para ser o próximo teatro de guerra, e a Ucrânia, a próxima Líbia?
    Boaventura de Sousa Santos é doutor em sociologia do direito pela Universidade de Yale, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, diretor dos Centro de Estudos Sociais e do Centro de Documentação 25 de Abril, e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa – todos da Universidade de Coimbra. Sua trajetória recente é marcada pela proximidade com os movimentos organizadores e participantes do Fórum Social Mundial e pela participação na coordenação de uma obra coletiva de pesquisa denominada Reinventar a Emancipação Social: Para Novos Manifestos.
    Fonte: http://justificando.com/2014/12/16/terceira-guerra-e-contra-russia/
  • A vida no 'pior hospital psiquiátrico do mundo' - Um lugar onde 'tudo' pode acontecer:



    Foto: BBC
    Muitos pacientes parecem estar desesperados para saírem do hospital guatemalteco
    Um hospital psiquiátrico na Guatemala foi descrito por ativistas como a instituição médica mais perigosa do mundo. Ex-pacientes dizem que eles foram abusados sexualmente enquanto sedados, e o próprio diretor admite – filmado por uma câmera escondida da BBC – que seus pacientes ainda são abusados.
    Por todo o lado, corpos imóveis deitados no chão de concreto do pátio sob o sol ardente. Os pacientes parecem estar altamente sedados. Os cabelos foram raspados e eles usam trapos como roupas e nada nos pés.
    Outros estão totalmente nus, expondo a sujeira, causada às vezes pelas próprias fezes e urina. Eles se parecem mais com prisioneiros de campos de concentração do que com pacientes.
    O Hospital Federico Mora tem cerca de 340 pacientes, incluindo 50 criminosos violentos e mentalmente perturbados. Mas, segundo o diretor do hospital, Romeo Minera, apenas uma minoria tem sérios problemas mentais – impressionantes 74% chegaram precisando apenas de um pouco de atenção e cuidados e deveriam ter ficado na comunidade.
    Minera acredita que a equipe da BBC pertence a um grupo de caridade, oferecendo ajuda para a instituição. Jornalistas não são bem-vindos – o disfarce foi a única maneira de ter acesso ao hospital, condenado por grupos de direitos humanos.

    Desespero

    Andar em uma das alas é como entrar em um inferno. Aqui, mais pacientes em trapos sentados no chão e em cadeiras de plástico, balançando-se em busca de conforto.
    Não parece haver nenhum esforço de estímulo nesse espaço amplo e seguro.
    Foto: BBC
    Quartos ficam em corredores escuros e não há qualquer estímulo à recuperação de pacientes
    Os pacientes vêm até nós, desesperados por contato humano. Um homem me agarra e implora para que seja levado do hospital.
    Um enfermeiro diz que dois ou três profissionais são responsáveis por 60 a 70 pacientes. Outros dizem que a única maneira de lidar com eles é sedando-os.
    Enquanto meu tradutor distrai o diretor, eu ando pelos quartos localizados em um corredor longo e escuro. Aqui, há mais pacientes deitados em camas de metal quebradas e enferrujadas.
    Eles parecem sedados demais para andar até o banheiro. Há poças de urina nos colchões, e as roupas de alguns dos pacientes estão coberta pelas próprias fezes. O mau cheiro domina o ambiente – e eu tento, com todas as forças, controlar a náusea.
    Em resposta à investigação da BBC, o governo da Guatemala disse que o hospital "usa a menor dose de sedativos como recomendado pela Organização Mundial de Saúde" e defendeu as condições do hospital.
    "Há enfermeiros treinados para atender às necessidades dos pacientes, inclusive para mantê-los limpos e vestidos, e uma equipe de manutenção para manter o ambiente limpo".

    Abusos

    Foto: BBC
    Romeo Minera, diretor do hospital, admitiu que guardas abusam sexualmente dos pacientes
    Mas este não é o fim do horror. Durante a filmagem secreta, o diretor faz uma confissão surpreendente – os guardas abusam sexualmente dos pacientes. O hospital, diz ele, é um lugar "onde tudo pode acontecer".
    Dois ex-pacientes contam terem sido estuprados no Federico Mora. Eles afirmam que os perpetradores também eram da equipe médica, além dos guardas.
    Uma paciente diz que foi abusada sexualmente por um enfermeiro enquanto dormia. Ela tinha apenas 17 anos e era virgem.
    "Eu não estava ciente disso já que eu estava sedada. Só percebi que tinha perdido minha virgindade no dia seguinte. Eu sangrava pelas pernas, então descobri que o que tinha acontecido naquela noite é que um enfermeiro tinha entrado e me estuprado", diz.
    Este era o terceiro dia dela no hospital. Depois de duas semanas, seus gritos de socorro fizeram com que sua família a tirasse do local. "Você nunca se esquece de uma experiência como essa", diz ela, entre lágrimas.
    Ricardo, outro ex-paciente, diz que foi estuprado durante os três anos que passou no Federico Mora. Ele só foi libertado depois de uma batalha judicial, alegando ter sido diagnosticado erroneamente com esquizofrenia.
    "Eles se aproveitavam das pacientes do sexo feminino, quando elas estavam sedadas", diz Ricardo. "Os agentes da polícia, os pacientes e os enfermeiros – e alguns médicos também. Eles separavam as meninas mais bonitas para si durante à noite".

    'O mais terrível'

    Foto: BBC
    Pacientes podem ficar dias em quartos de isolamento, mas a informação é negada pelo governo; um deles cometeu suicídio
    O grupo americano defensor dos direitos de deficientes Disability Rights International (DRI) passou três anos recolhendo provas sobre o Federico Mora. Em um relatório publicado em 2012, o grupo descreveu o hospital como "a instalação mais perigosa que nossos investigadores já viram em qualquer lugar nas Américas".
    O DRI disse que "qualquer pessoa com ou sem deficiência internada neste hospital enfrenta risco imediato para a vida, saúde e integridade pessoal, além de risco de tratamento desumano e degradante ou tortura".
    O relatório explica que pacientes tiveram cuidados médicos negados, foram expostos a doenças e infecções graves e contagiosas e, agravado pelo abuso sexual "generalizado", estavam em risco de contrair HIV.
    Numa visita, o grupo conseguiu filmar uma paciente explicando que ela havia sofrido abuso sexual em seu primeiro dia no hospital, enquanto estava amarrada em uma parede.
    "Eu também vi pacientes mantidos em isolamento. Havia um homem literalmente tentando escalar para sair de uma cela de isolamento. Ele estava em cima do muro tentando desesperadamente sair. E pessoas ficam presas nessas cela durante horas ou dias", disse o fundador da DRI, Eric Rosenthal, que descreveu o local como o "mais terrível" já visitado por ele.
    Na minha visita ao hospital, vi um dos quartos de isolamento usados para pacientes violentos demais para serem contidos.
    É um quarto de dois metros quadrados com uma pequena janela. Um homem estava encolhido no canto. O chão estava coberto de dejetos humanos.
    Foto: BBC
    Ambiente do hospital é imundo, segundo funcionários que falam à BBC. Eles choram e dizem correr perigo
    O diretor me disse que esses quartos eram monitorados, mas admitiu que, recentemente, um paciente havia cometido suicídio ao subir até a janela e se enforcar.

    Processo judicial

    O governo guatemalteco defendeu o uso destas celas, dizendo que "os pacientes são mantidos em isolamento durante apenas duas horas em cada ocasião" e são constantemente monitorados.
    O governo também afirmou que ninguém estava sendo mantido em isolamento durante a nossa visita.
    O uso de salas de isolamento era parte das provas levadas pela DRI à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2012, que emitiu uma "medida de emergência" – efetivamente obrigando o governo a solucionar as questões levantadas pela DRI para "salvar vidas".
    As autoridades concordaram em agir imediatamente e iniciar uma investigação sobre as alegações de abuso sexual, mas, dois anos depois, aparentemente nada foi feito.
    Agora, a DRI está preparando um novo processo judicial contra o governo da Guatemala numa tentativa de fechar o hospital.
    O caso será analisado em meados de 2015. O governo da Guatemala será efetivamente julgado pela Comissão sobre os problemas no hospital. O governo poderá enfrentar sanções econômicas e comerciais de outros membros da Comissão Interamericana.
    Foto: BBC
    Pacientes aparentam estar sedados demais até para levantar-se e ir ao banheiro. Por isso, estão sempre sujos
    A equipe do hospital teme represálias se conversar com a imprensa, mas seis funcionários aceitaram em falar na condição de serem estrevistados juntos e não serem identificados.
    "Não temos os remédios que precisamos para tratar pacientes. É sujo, há ratos e baratas", admitiu uma funcionária.
    Outro disse: "Acho que falo por todos ao dizer que os abusos cometidos no hospital por guardas são de conhecimento comum". Os seis choram.
    "Não é perigoso só para os pacientes, mas para nós também", um funcionário diz. "Já reclamamos, mas ninguém ouve. Trabalhar no hospital é horrível".
    O governo da Guatemala disse à BBC que iniciou o processo de melhorar o sistema médico mental pelo país e que está construindo um muro para separar prisioneiros do resto dos pacientes.
    E afirmou ainda que, apesar de não ter recebido nenhuma denúncia de abuso sexual, ordenou uma investigação interna.


  • 13 de dez de 2014

  • Quando medicina e indústria farmacêutica preferem doenças


    Ao contrário do esperado, a medicina, a indústria farmacêutica e a indústria alimentícia apostam na perpetuação das doenças para manterem seus lucros crescendo


    O Dr. Sydney Bush desenvolveu um meio de reverter a arteriosclerose, que pode ser confirmado por meio de fotografias da retina (Robert Walker)
    O Dr. Sydney Bush desenvolveu um meio de reverter a arteriosclerose, que pode ser confirmado por meio de fotografias da retina (Robert Walker)
    A máfia da doença: alimentícia, medicina e indústria farmacêutica
    Assim que se lê “a prevenção é melhor que…”, se pensa na cura para alguma coisa. Mas nos últimos 50 anos, “cura” se tornou uma palavra suja no ramo farmacêutico. “A cura é algo muito caro” é a crença comum. Como isso corresponde à situação real?
    Fortes incentivos financeiros apoiam prolongar o tratamento o quanto possível. A prevenção farmacêutica está limitada a vacinas. Elas são destinadas a preservar as pessoas de eventuais tratamentos de doenças.
    Enquanto o escorbuto é uma fonte definida de 100 doenças – incluindo as doenças fatais mais comuns em jovens e adultos -, o governo do Reino Unido não tem entusiasmo em prevenir o escorbuto e não paga pela vitamina C dos pacientes. Nem é provável que a política de saúde nos EUA faça algo diferente.
    As vacinas são imensamente lucrativas – e controversas. A vacina MMR combate sarampo, caxumba e rubéola. Mas o médico pioneiro Fred Klenner descobriu que seus pacientes infectados com caxumba, sarampo ou mononucleose podiam retornar às atividades normais 24 horas após tomarem doses de vitamina C, que fossem toleráveis aos intestinos.
    Ele não usou a expressão “toleráveis ao intestino”. Esse termo foi bolado por outro notável médico, o falecido Robert Cathcart III, MD, que era um ávido aluno de Klenner. Como Klenner, o Dr. Cathcart foi um marco da honestidade médica. Ao considerarem a tolerância do intestino, Cathcart, assim como Klenner, descobriram que quase qualquer infecção comum podia ser curada, independente de ser um vírus fatal, veneno de cobra ou bactéria.
    Quantos morreram desnecessariamente de infecções SARM (Staphylococcus aureus resistente à meticilina)? Procure no Google por “Bush, MRSA, Biant” para ver meus artigos no British Medical Journal (BMJ) sobre este assunto.
    Como a indústria farmacêutica reage a isso? Isso é ignorado. A máfia farmacêutica (a aliança entre as indústrias farmacêutica, médica e alimentícia) produz uma lista sempre crescente de produtos químicos em nossa alimentação.
    Margarinas são feitas com óleos artificiais, produzidos originalmente pela indústria de tintas, algumas vezes contaminados com níquel; certamente um exemplo de alimentos processados que somos aconselhados a evitar. Parece que a margarina é duvidosa para a saúde, mas algumas chegam a usar a imagem de um coração para promovê-las.
    Ainda que alguns bioquímicos [que trabalham produzindo margarinas] evitem que a margarina tenha contato com suas peles, ela é exibida junto à manteiga em supermercados, o que é uma piada. Ela não precisa de refrigeração. Colocá-la ao lado da graxa de sapato seria mais adequado. Após um mês, a manteiga é consumida pelo mofo. Já os microrganismos – como o mofo – rejeitam a margarina.
    Promovida para a prevenção de doenças cardíacas, a  margarina contém óleos insaturados que são ditos como redutores de colesterol plasmático. Mas que os radicais livres causem doenças cardíacas (Dr. Denham Harman, Lancet, novembro de 1957), isso não preocupa os fabricantes. Harman disse que esta hipotética cura para doenças cardíacas pode ser “pior que a doença”.
    Meus artigos no BMJ são ignorados. Eu me ofereci para verificar as arterias da retina daqueles que tomam estatinas para o tratamento do colesterol. “Evitar danos falando sobre os excessos” [cometidos pelas pessoas] é um objetivo digno, eu escrevi. Mas falar isso é uma ameaça para os bilhões de dólares feitos com a droga mais rentável da história.
    Claramente, eu provei meu ponto. Soluções finais para tratamentos (ou seja: curas) são atualmente inaceitáveis. As curas custam muito caro [para tais indústrias: farmacêutica, médica e alimentícia].


  • Senado dos EUA aprova sanções contra Venezuela


    Pacote mira em membros do governo envolvidos em atos violentos contra manifestantes


    O Senado dos Estados Unidos aprovou na segunda-feira a imposição de um pacote de sanções contra o governo da Venezuela responsável pela violência e perseguição política frente aos protestos, que provocaram a morte de mais de 40 pessoas.
    A iniciativa legal pede o congelamento de ativos e a rejeição da concessão de vistos para pessoas ligadas ao Executivo da Venezuela. Para o democrata Bob Menéndez, um dos responsáveis pelo projeto de lei junto com o republicano Marco Rubio, dessa forma o Senado envia "uma mensagem clara e inequívoca" ao governo do país sul-americano. Rubio afirma que já elaborou uma lista de 23 membros do governo que podem ser atingidos pelas medidas. 
    Ao justificar o projeto, o senador Menéndez mencionou os casos dos líderes opositores Leopoldo López e María Corina Machado, que estão sendo perseguidos pela Justiça venezuelana, "eles se transformaram no alvo das campanhas selvagens dirigidas pelo governo que quer silenciá-los, porque defendem a democracia e o Estado de direito", disse. No momento, López, principal responsável pela convocação dos protestos em fevereiro, está detido em uma prisão militar. Já Corina foi denunciada na Justiça na semana passada após ser acusada de participar de um complô para matar o presidente Nicolás Maduro. 
    O pacote de sanções ficou parado no Senado por quase seis meses por causa das objeções da senadora democrata Mary Landrieu, que representa a Louisiana. Ela temia que o pacote acabasse tendo consequência nos investimentos de uma refinaria da estatal venezuelana PDVSA que funciona em seu Estado. A manobra da senadora revoltou venezuelanos que vivem nos EUA, que chegaram a convocar protestos.  
    Em maio, a Câmara dos EUA aprovou uma primeira versão do pacote, que incluiu um número mais amplo de alvos, entre eles os responsáveis pela censura da mídia e empresas venderam equipamento que foi usado em violações dos direitos humanos. Agora, a Câmara deve votar novamente a versão modificada pelos senadores. Se a votação não ocorrer nesta semana, o processo só deve ser retomado a partir de janeiro, depois do recesso de fim de ano. 
    O governo dos EUA inicialmente se mostrou reticente à imposição de sanções contra o regime de Nicolás Maduro. Só que nos últimos dias, fontes do governo disseram que o governo Obama está disposto a trabalhar com o Congresso para a possível ampliação das sanções contra o Executivo da Venezuela, sempre que sejam "individuais e não setorizadas" e não ameacem punir o povo venezuelano.
    Em fevereiro, milhares de venezuelanos foram às ruas para protestar contra a crescente onda de crimes, escassez de produtos e inflação. Os protestos foram repreendidos e resultaram na morte de mais de 40 pessoas, além de mais de 700 feridos. O Observatório dos Direitos Humanos concluiu que as forças de segurança da Venezuela utilizaram força excessiva contra manifestantes desarmados, inclusive com uso indiscriminado de munição de verdade, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. O observatório também acusou o governo de tortura.

    Os estragos do chavismo na Venezuela

    Hugo Chávez chegou ao poder na Venezuela em fevereiro de 1999 e, ao longo de catorze anos, criou gigantescos desequilíbrios econômicos, acabou com a independência das instituições e deixou um legado problemático para seu sucessor. Nicolás Maduro assumiu o poder em 2013 e está dando continuidade aos erros do coronel. Confira:

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    Criminalidade alta

    A criminalidade disparou na Venezuela ao longo dos 14 anos de governo Chávez. Em 1999, quando se elegeu, o país registrava cerca de 6 000 mortes por ano, a uma taxa de 25 por 100 000 habitantes, maior que a do Iraque e semelhante à do Brasil, que já é considerada elevada. Segundo a ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV), em 2011, foram cometidos 20 000 assassinatos do país, em um índice de 67 homicídios por 100.000 habitantes. Em 2013, foram mortas na Venezuela quase 25 000 pessoas, cinco vezes mais do que em 1998, quando Hugo Chávez foi eleito. 
    Apesar de rica em petróleo, a Venezuela é o país com a terceira maior taxa de homicídios do mundo, atrás de Honduras e El Salvador. Entre as razões para tanto está a baixa proporção de criminosos presos. Enquanto no Brasil a média é de 274 presos para cada 100 000 habitantes, na Venezuela o índice está em 161. De acordo com uma ONG que promove os direitos humanos na Venezuela, a Cofavic, em 96% dos casos de homicídio os responsáveis pelos crimes não são condenados. 



  • Documentos do governo dos EUA afirmam que Dilma roubou bancos no período militar


    Documentos do governo dos EUA afirmam que Dilma roubou bancos no período militar
    Ainda recém empossada Ministra da Casa Civil do governo Lula, Dilma foi classificada pelo governo americano como ladra de bancos e cofre de Adhemar de Barros, segundo informações hackeadas pelo Wikileaks do governo dos Estados Unidos, a informação foi oriunda do ex-embaixador John Danilovich, que assim descreveu Dilma ao departamento de Estado americano:


    Junto a vários grupos clandestinos, Dilma Rousseff organizou três assaltos a banco e cofundou a Vanguarda Armada Revolucionária de Palmares. Em 1969, ela planejou o lendário roubo conhecido como ‘Roubo do Cofre do Adhemar.
    Desde esta informação Dilma passou a ser acompanhada de perto pelo governo americano, quem não se lembra do desconforto diplomático da divulgação de informações pelo ex-funcionário da CIA de que o governo americano interceptava informação do governo brasileiro.
    O documento do qual o Wikileaks teve vazou, também informa da prisão de Dilma pelo regime militar:
    Rousseff separou-se de seu primeiro marido, Claudio Linhares, que em janeiro de 1970 sequestrou um avião para Cuba e lá permaneceu. No mesmo mês, ela foi presa pelo regime.
    A resposta da então ministra do governo Lula ao senador Agripino Maia (DEM-RN) sobre ter orgulho de ter mentido durante a tortura foi registrada como “um desempenho impressionante em uma sabatina hostil” por parte do ministro conselheiro dos EUA, Phillip Chicola, em maio de 2008.
    Desde o início de seu primeiro mandato Dilma tenta incriminar os militares pelo regime e reescrever a história fazendo dos guerrilheiros de outrora em heróis da história, por outro lado transformando os militares que luraram contra as guerrilhas em monstros que precisam ser punidos e lembrados como bandidos que agiram contra a pátria e não o contrário. Para isso foi criada a Comissao Nacional da Verdade, que na teoria analisa crimes do período militar, mas na prática somente tenta incriminar exclusivamente os militares pelo regime, como se fossem os demônios da história, em contraponto aos mocinhos das guerrilhas. (Com informações G1)



  • Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

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