"...Todo aquele que está do lado da verdade escuta a minha voz.(João 18)

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22 de jan de 2015

  • España triplica en 10 años el consumo de antidepresivos




    España triplica en 10 años el consumo de antidepresivos
    La utilización de medicamentos antidepresivos en España se ha triplicado en 10 años, según los datos publicados por la Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios (AEMPS), que analiza el consumo desde el año 2000, cuando el número de dosis por cada mil habitantes y día (DHD) consumidas fue de 26,5, hasta el año 2013 cuando registran 79,5 dosis consumidas.
    "El mayor de uso de los antidepresivos podría explicarse por el aumento de la incidencia de trastornos del estado de ánimo, por la mayor detección diagnóstica por parte de los médicos de AtenciónPrimaria, así como por la extensión de las indicaciones terapéuticas autorizadas para estos medicamentos", destaca en un informe publicado este miércoles.

    En total, supone un incremento del 200%, aunque varía dependiendo del tipo de estimulante consumido. Así, son los inhibidores selectivos de la recaptación de serotonina (ISRS) los que han mostrado un incremento acentuado (159,3%) pasando de 20,4 DHD en el año 2000 a 52,9 DHD en el año 2013, y representando el 70,4 por ciento del total consumido en 2013; mientras se ha disminuido el consumo de antidepresivos tricíclicos que han pasado del 3,40 DHD en el 2000 a 2.90 en el 2013.

    Desde el organismo dependiente del Ministerio de Sanidad recuerdan que el uso de los antidepresivos se ha incrementado en los últimos años en los países occidentales. "En España el consumo de antidepresivos fue similar a la media europea entre 2000 y 2007", afirma el documento.

    En España la prevalencia de un episodio depresivo en la vida se ha estimado en un 10,5 por ciento, siendo mayor en mujeres (14,4%) que en hombres (6,2%). Sin embargo la cifra en España es menor que la reportada en Holanda o EEUU que arroja cifras superiores al 10 por ciento en hombres y 20 por ciento en mujeres.

    La AEMPS recuerda que la depresión es una enfermedad con gran impacto en la calidad de vida del paciente, que comporta altos costos sociales, y se estima que afecta a unos 350 millones de personas en el mundo.
    Fuente: http://www.catalunyapress.cat/es/notices/2015/01/espa-a-triplica-en-10-a-os-el-consumo-de-antidepresivos-114503.php
  • Conta na Suíça liga Youssef ao escândalo das propinas nos trens de São Paulo




    Na linha 15-Prata do Metrô está a estação Vila Prudente, listada na planilha apreendida com Youssef em março pela Polícia Federal, ao lado da cifra de R$ 7,9 milhões, suspeita de referir-se a propina
    22/01/2015
    A força-tarefa que investiga a Operação Lava Jato encontrou movimentações financeiras em nome da multinacional canadense Bombardier nas contas usadas pelo doleiro Alberto Youssef na Suíça. É mais uma peça no quebra-cabeças de indícios e provas que o Ministério Público paulista tem de montar sobre o esquema de corrupção no Metrô, chamado pomposamente de cartel pela imprensa tucana, onde empresas combinavam preços nas licitações e pagavam propinas a autoridades do governo tucano de São Paulo nas gestões de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin.
    A Bombardier é fornecedora dos trens do monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô paulista e investigada por supostamente integrar o cartel. Nesta linha do Metrô está a estação Vila Prudente, listada na planilha apreendida com Youssef em março pela Polícia Federal, ao lado da cifra de R$ 7,9 milhões, suspeita de referir-se a propina.
    A movimentação com o nome da multinacional canadense aparece na conta suíça do banco PKB, da empresa offshore Santa Tereza Services Limited Partnership, criada na Nova Zelândia e controlada por João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado, preso desde julho de 2014 apontado como alto membro da suposta organização criminosa de Youssef.
    “Apurou-se que dentro da conta da offshore Santa Tereza, na Suíça, há quatro subcontas (denominadas Fiança, C/C, Premier e Sanko), todas controladas pela organização criminosa de Youssef e utilizadas para as práticas delitivas. Assim, por exemplo, no extrato da subconta Sanko Sider aparecem depósitos que também aparentam ser relacionados à corrupção de funcionários públicos brasileiros: Bombardier, OAS Investments, Cimentos Tupi (…)”, afirma o MPF em relatório.
    O Ministério Público Federal, em um de seus ofícios da Lava Jato, definiu Almeida Prado como: “(...) de sua longa experiência no setor bancário e na área de câmbio, a função de João Procópio era, em síntese, ser o operador das contas de Youssef, sobretudo no exterior. Assim, era sua incumbência abrir as contas de empresas offshore no exterior, em seu próprio nome ou em nome de laranjas, bem como movimentá-las no interesse da organização criminosa”.
    De acordo com o MP, Prado enviou ao menos 78 milhões de dólares para o exterior por meio de 1.114 contratos fraudulentos intermediados por essas empresas.
    Youssef é o segundo doleiro da Operação Lava Jato que aparece ligado ao escândalo das propinas nos trens paulistas. O outro, Raul Henrique Srour, movimentou dinheiro irregular da Siemens, também suspeito de tratar-se de intermediação de propinas, no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, conforme outra investigação internacional feita pela Procuradoria de Luxemburgo.
    A Bombardier afirmou em nota que "jamais manteve contato com a empresa Santa Tereza ou qualquer outra companhia pertencente ao Sr. Alberto Youssef".
    Em 2013, a Bombardier Inc. realizou uma emissão de títulos para captação de recursos na forma de bonds, em uma operação absolutamente transparente e de acordo com a legislação financeira. Como a venda dos referidos títulos é intermediada por corretoras e instituições financeiras (como atestam os extratos do banco PKB), a empresa emissora não mantém contato direto com o comprador/beneficiário final.
    O Ministério Público Estadual de São Paulo abriu investigação prévia dos fatos que apareceram recentemente durante a investigação federal da Lava Jato que apontam para crimes na esfera estadual. É possível que o órgão paulista chegasse aos mesmos fatos bem antes se tivesse dedicado mais atenção ao escândalo da Alstom e da Siemens, denunciado no exterior desde 2008. A cerimônia cheia de não me toques com que alguns procuradores paulistas tratam autoridades tucanas tem feito muito mal à proteção dos cofres públicos paulistas.
    Mesmo depois de ter uma conta bloqueada na Suíça, e de ser acusado de receber propina da Alstom, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho, ex-companheiro do governador Alckmin no PSDB, continuou no cargo até recentemente aprovando as contas do governo tucano, inclusive relativas aos trens investigados. Se houvesse maior rigor dos procuradores e magistrados que cuidaram do caso, considerariam a recusa em se afastar deste cargo de controle enquanto investigado uma forma de colocar obstáculos às apurações, motivando até mesmo pedido de prisão preventiva.
    Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/31094

  • População incendeia fórum após juiz negar cassação de prefeito



    Indignados com a decisão do juiz de Direito Jorge Antônio Sales Leite, cidadãos de Buriti/MA, a 332 km de São Luís, atearam fogo nas dependências do fórum da comarca. O magistrado negou o pedido de afastamento do prefeito da cidade, Rafael Mesquita.
    Em 2012, Mesquita teria sido flagrado com R$ 40 mil em espécie no dia das eleições e não explicou a origem do dinheiro. O parquet eleitoral ajuizou uma ação de impugnação de mandato eletivo contra o prefeito e seu vice para perda dos seus mandatos por captação ilícita de sufrágio, com abuso de poder econômico em 2013.
    A Justiça julgou procedente as acusações e decretou a perda do mandato nas eleições municipais. Eles também se tornaram inelegíveis para as eleições por oito anos subsequentes à eleição para o qual foram eleitos. Dois dias depois, decisão favorável em MS permitiu o retorno dos eleitos ao cargo.
    Em 2014, Rafael Mesquita foi novamente afastado da gestão do município, mas conseguiu nova liminar.
    Na tarde desta terça-feira, 20, em reação à última decisão favorável ao prefeito, a população local dirigiu-se ao Fórum ‘Desembargadora Maria Madalena Alves Serejo’ e deu início aos atos de depredação, utilizando paus e pedras e ateando fogo em mesas e cadeiras.
    Segundo relatos, o juiz se trancou na sala em que estava quando percebeu o tumulto. Arrombada a porta, sacou uma arma para se defender até um policial chegar e resgatá-lo. A informação é de que pretendiam amarrá-lo para colocá-lo do lado de fora do prédio.
    Funcionários ajudaram a apagar o fogo e retirar documentos ameaçados de serem perdidos. Ao menos 50 processos foram queimados.
    O magistrado está na comarca há seis meses e se reunirá com a presidência do TJ/MA para definir se continua ou não trabalhando em Buriti.
    Veja imagens:
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    Via migalhas

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  • Vivendo sem homem: o segredo para a longevidade é evitar os homens! - Afirma a mulher viva mais antiga da Escócia, com 109

    Mulher com 109 anos, que nunca se casou, afirma que o segredo para a longevidade é evitar os homens!

    A mulher viva mais antiga da Escócia, com 109 anos, tem uma receita infalível para viver muito. Segunda ela, basta comer seu mingau e ficar longe dos homens!
    A centenária Jessie Gallan, que nunca se casou, nasceu em uma pequena fazenda com dois quartos e tinha uma vida bastante sofrida, sempre dormindo apertado com suas cinco irmãs e um irmão, em meio a colchões de palha.
    Gallan disse ao jornal DailyMail que seu "segredo para uma vida longa foi ficar longe dos homens. Eles dão mais problemas do que realmente benefícios”. Ela observou também que pratica exercícios, come sua tigela de mingau quente todas as manhãs e nunca pretendeu se casar.
    Apesar de ser a mais velha da Escólia, Gallan não é a mais velha do mundo. O título está com Misao Okawa, do Japão, que comemorou seu 116º aniversário em março do ano passado. Ela está viúva há mais de 83 anos, quando seu marido morreu em 1931. Isso sugere que ela partilha da mesma opinião de Gallan, ficando distante de homens para viver por muito tempo.
    No ano passado, uma pesquisa nacional de centenários nos Estados Unidos descobriu que os segredos para uma vida longa inclui gastar muito tempo com amigos e família e ser compromissado com a ginástica e exercícios.
    Fonte: http://www.jornalciencia.com/sociedade/diversos/4617-mulher-com-109-anos-que-nunca-se-casou-afirma-que-o-segredo-para-a-longevidade-e-evitar-os-homens

  • 19 de jan de 2015

  • Uma reflexão sobre a natureza do fracasso (ou, mais propriamente, sobre a natureza dos fracassados)



    As pessoas fracassadas se importarão muito com o seu sucesso. O fracasso maior delas não é não conseguirem se sobressair ou produzir importantes feitos e obras . O fracasso maior delas é sentirem a alma e o espírito amargarem por não suportar ver você vencer e se sobressair. Tais pessoas são desprezíveis e merecem o nosso desprezo. Pois são pessoas odiosas, amarguradas, invejosas... “Elas não vivem, elas vegetam”. Elas não suportarão ver o seu sucesso. Elas são dissimuladas... Mas a verdade mesmo é que elas não conseguem esconder de nós que elas são destruídas – destruídas na alma e no espírito (por mais que dissimulem e aparentem bem estar e alegria, elas não conseguem esconder isso de nós – de nós que enxergamos além das aparências, e que olhamos para a alma humana...). Por esse motivo – por serem destruídas, invejosas, ambiciosas, amargas e sem verdadeira felicidade –, é que estas pessoas gostariam de se alegrar com a nosso fracasso e com a nossa destruição (entreabre-se até mesmo, às vezes, um sorrisinho em seus lábios, suas bocas acumulam saliva por tomarem gosto quando veem que alguma coisa deu ou pode dar errado para nós). Mas elas não conseguem entender que nós somos vencedores natos (e tanto mais o somos, não por nossos feitos e esforços, por conseguir ou não conseguir algo; mas por não sermos como elas o são)! Elas não compreendem por certo, que, para nós, o sucesso não está em sempre acertarmos, vencermos ou nos sobressairmos; que, para nós o nosso sucesso e a nossa vitória não estão ligados a fatores ou acontecimentos isolados tão somente... Senão ao que somos e ao que nos tornamos ao longo do tempo, da vida, da nossa vivência com dificuldades e superações. Também eles não compreendem que fracasso e derrota são palavras que as usamos em nosso vocabulário como termos pejorativos apenas para caracterizá-los.

    Sucesso para vocês, fracassados. ;)

    Abraços!




  • A estratégia editorial do medo




    A estratégia da imprensa de usar a violência, catástrofes, dramas, crimes e acidentes para chamar a atenção do público já passou do limite da exaustão. É irritante a insistência dos telejornais das redes de TV em transformar o noticiário quotidiano num desfile de tragédias, atentados, assassinatos, tiroteios e desastres naturais. Se o noticiário da TV fosse um retrato fiel do mundo em que vivemos, todos nós acabaríamos paranoicos.
    Se a intenção é sacudir as audiências para despertá-las do torpor da rotina diária, o efeito está sendo justo o oposto. As pessoas se acostumaram de tal forma com doses maciças de violência, arbítrio, terror e intimidação que já não se importam mais com poucas vítimas. A imprensa não admite, mas uma estratégia baseada na avalancha contínua de narrativas violentas obviamente acaba por assustar, intimidar e consequentemente tornar as pessoas mais dóceis e submissas
    A insistência na divulgação de possíveis novos atos terroristas na Europa tende obviamente a assustar os europeus na sequência do impacto gerado pelo caso Charlie Hebdo, que foi tratado pela imprensa de todo mundo como uma espécie de “11 de Setembro” do Velho Mundo, numa alusão ao atentado às Torres Gêmeas, em Nova York. O clima de medo tende a imobilizar as pessoas e permite que as autoridades policiais tenham liberdade total para violar privacidades e deter suspeitos sem formalidades legais.
    A estratégia da exploração da violência no noticiário, especialmente o da televisão, é indissociável da política do medo porque uma é causa e consequência da outra. Mas o uso intensivo do noticiário sobre violência no dia a dia dos telejornais acaba gerando uma visão distorcida da realidade entre os telespectadores e aguça o instinto de autodefesa, que por sua vez gera um fenômeno ainda mais brutal. Quando as pessoas internalizam a percepção de viver num ambiente urbano violento, elas automatizam a reação de atacar antes de ser atacado, ao menor indício de uma ameaça.
    É isso que as redações dos telejornais precisam tomar em conta na hora de elaborar as pautas porque, além de correrem o risco de perder telespectadores saturados com a rotina de notícias sobre tragédias, elas podem estar alimentando a própria violência social ao estimular o clima de medo.
    O recurso ao noticiário chamado “policial” está também ligado à relação cada vez mais promíscua entre repórteres e policiais. A página policial dos jornais e o noticiário da TV acabaram se transformando em estratégias de marketing da polícia, que facilita o acesso da imprensa aos locais onde ocorreram delitos, prepara a cena do crime e fornece porta-vozes que produzem declarações que seguem o media trainning, mas que não são contestadas pelo repórter. 
    Claro que há notícias envolvendo delitos praticados por policiais – como abuso de autoridade, ocultação de vitimas, assassinato e tortura. Em quase todas elas é incluída a declaração de algum superior hierárquico informando que os acusados serão julgados e, se culpados, exemplarmente punidos. Mas a imprensa dificilmente faz um seguimento do caso para saber se foram considerados culpados e se foram sancionados com a severidade prometida.
    O rosário de desgraças transmitidas diariamente não se limita ao crime e à corrupção. Se estende também ao clima – com o chamado terrorismo meteorológico envolvendo a seca em várias regiões do país, inundações, a monótona sequência de mortes no trânsito e nas estradas. O noticiário sobre as férias de verão se destaca mais pelos horrores dos afogamentos, congestionamentos, calor sufocante, arrastões etc. do que pela busca de divertimento e descanso.
    A imprensa ficou tão obcecada com o lado espetacular das tragédias, crimes e desastres naturais que perdeu de vista a preocupação educativa, como fornecer informações para que as pessoas superem as dificuldades. O espetacular tende a gerar audiência e publicidade, já a educação é bem menos comercial e mais social. É outra consequência da abordagem da notícia como uma mercadoria comercializável em vez de um fator de produção de conhecimento, ou seja, capacidade de tomar decisões para enfrentar situações adversas.
    Diante de tudo isso, e inevitável a pergunta: há alguma alternativa? Evidente que há, mas as redações rotinizaram de tal forma o recurso ao noticiário sobre delitos e tragédias naturais que simplesmente deixaram de buscar alternativas para esse tipo de abordagem jornalística. Pior do que isso, ironizam como jornalismo róseo as tentativas de sair da armadilha do crime, tragédias e corrupção. Mas há luz no fim do túnel, como mostra um grupo de jornalistas norte-americanos responsáveis pelo projeto Solutions Journalism Network (Rede de Jornalismo de Soluções).
    Pode parecer algo meio piegas ou filantrópico, mas está longe disso, como mostram os depoimentos de empresas que aceitaram colocar em prática as propostas da Rede, explicitadas num manual que pode ser baixado gratuitamente na internet. São sugestões simples, mas que partem de um giro de 180 graus na perspectiva das redações. Em vez de olhar apenas por um lado dos problemas, os profissionais vinculados à Rede propõem que repórteres e editores passem a olhar também do lado contrário.
    Num caso como seca, enchentes, terremotos, calor ou frio recordes, tornados etc., não basta noticiar o que está acontecendo. Muito mais importante é fornecer informações para que as pessoas possam enfrentar as adversidades. Os telejornais podem alegar que já fazem isso, só que o noticiário educativo acaba relegado à condição de anexo ou quadro na cobertura principal, toda ela focado na ênfase do trágico, dramático e violento. 
    Via Observatório da Imprensa

  • A EXECUÇÃO NA iNDONÉSIA E A CORRUPÇÃO NO BRASIL



    A execução de qualquer pessoa é sempre triste, mas não há razão para palavras de revolta contra a decisão da justiça e do governo da Indonésia. Lá, as leis existem e são cumpridas. Podem ser duras, mas são leis e leis devem ser cumpridas.
    As drogas destroem vidas e quem as porta assume o risco de matar – e matar, às vezes, apenas por dinheiro, como é o caso dos traficantes. Da mesma forma, o corrupto que rouba recursos públicos assume o risco de matar indiscriminadamente qualquer brasileiro que, sem recursos, precise da rede de saúde pública e não encontre hospitais decentemente equipados porque o dinheiro foi parar nos bolsos de pessoas ou no caixa de partidos que querem continuar no poder para continuar roubando mais e mais.
    O corrupto também assume o risco de matar quando o dinheiro que desvia falta na educação pública, deixando crianças e jovens à mercê da ignorância e da desesperança, caminhos curtos para o crime, reforçados pelo mau exemplo de impunidade que vem de cima e, de um modo ou de outro, colocará a sociedade em perigo.
    O governo que reage “indignado”à execução de um brasileiro no exterior é o mesmo que, aqui, tenta impedir a apuração das denúncias de corrupção, seja por meio da desmoralização das CPIs, seja por manifestações contraditórias de um de seus mais importantes órgãos de controle, seja pela insistência em manter no cargo pessoas que, no mínimo, se mostraram incompetentes na gestão da maior empresa brasileira e a levaram à desmoralização internacional, ou, ainda, por se recusar a dar uma só palavra de condenação, mesmo em suas instâncias partidárias internas,  aos companheiros apenados pela Justiça e ainda tentar desmoralizar o juiz responsável pelas condenações.
    A despeito do discurso vazio de compromisso com a moralidade, nunca antes respeitado até perceber que dava votos, esses repetidos atos e omissões do governo, aos olhos da sociedade, podem ser compreendidos como incentivo à corrupção, leniência e, quiçá, cumplicidade.
    Não há bons e maus ou honestos e desonestos em governos.  No Brasil, temos um grupo umbilicalmente ligado entre si por provas ou fortes indícios de se ter beneficiado de campanhas eleitorais feitas com dinheiro roubado  e que, portanto, deve sua ascensão à corrupção e sua inseparável companheira, a mentira. Nesse contexto, mesmo as boas intenções de alguns ficam de fora.
    Não é hora de se condenar um país por aplicar suas leis, mas de pensar o que há de errado com as nossas.
    Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/posts/view/o_rosario_de_tragedias_e_a_estrategia_editorial_do_medo

  • O Czar PUTIN. A ditadura baseada na inteligência.




    Hoje talvez não estejamos mais lidando com a ameaça de uma Rússia perigosamente mortal, mas o novo reinado de Putin pode mudar tudo isso num piscar de olhos. De forma lenta, mas segura, ele está transformando a Rússia na primeira ditadura da história baseada em serviços de inteligência.
    De: general Ion Mihai Pacepa . N. do T. –  O presente artigo foi publicado no site American Thinker
    Em abril de 2002, James Woolsey, diretor aposentado da CIA, criticou as declarações da OLP de que o seu presidente tinha sido eleito democraticamente. “Na essência, Arafat foi eleito como Stalin, mas não tão democraticamente quanto Hitler, que, pelo menos, tinha oponentes”, disse. [1] A re-coroação de Vladimir Putin estabeleceu um novo record para este tipo de eleição “democrática”.
       A “democrática” caminhada até o poder do antigo oficial da KGB Putin começou em 1999 com um golpe da KGB. Em 31 de dezembro, Boris Yeltsin, o primeiro presidente russo eleito livremente, surpreendeu o mundo com a sua renúncia. “Acredito que eu devo fazer isto e a Rússia deve entrar no novo milênio com novos políticos, novos rostos, com novas pessoas, inteligentes, fortes e cheias de energia” [2] afirmou Yeltsin solenemente. Em seguida, assinou um decreto transferindo o seu poder ao ex-chefe da polícia política russa, Vladimir Putin. Por sua vez, o novo presidente indicado assinou um decreto anistiando Yeltsin – alegadamente ligado a pesados escândalos de suborno – “de quaisquer possíveis delitos” e dando a ele “total imunidade” contra ações penais (e até mesmo investigações e inquéritos) referentes a “todo e qualquer” ato realizado durante o seu mandato. Quid pro quo.
    Durante a Guerra Fria, a KGB era um estado dentro do estado. Logo após a auto-coroação de Putin, a KGB se tornou o estado. Em 2003, mais de seis mil oficiais aposentados da KGB – uma organização responsável, no passado, pelo assassinato de milhões de pessoas após taxá-las de espiões judeus ou nazistas – estavam administrando os governos federal e local russos. Quase metade dos altos cargos administrativos estavam ocupados por oficiais aposentados da KGB. Na antiga União Soviética havia um oficial da KGB para cada 428 civis. Em 2004, a Rússia de Putin tinha um oficial da FSB para cada 297 civis. [3] Seria como “democratizar” a Alemanha nazista após a guerra colocando ex-oficiais da Gestapo no comando do país.
    Uma vez instalado no trono, Putin definiu o futuro da nova política russa: “O estado deve estar presente onde necessário e na medida em que for necessário; a liberdade deve estar presente onde pedida e na medida em que for pedida” escreveu em um artigo de 14 páginas intitulado “A Rússia no Liminar do Novo Milênio”. [4]
    Em seguida, Putin e os seus antigos oficiais da KGB começaram a levar, com firmeza, o país de volta ao campo dos tradicionais clientes da ex-União Soviética. Começaram justamente com aqueles três governos terroristas chamados pelo presidente Bush de “eixo do mal”. Em março de 2002, Putin retomou a venda de armas para o ditador iraniano Aiatolá Khamenei e deu início a um programa de ajuda ao seu governo terrorista para a construção de  um reator nuclear de mil megawatts em Bushehr, com uma instalação de processamento de urânio capaz de produzir material físsil para armas nucleares. Centenas de técnicos russos também iniciaram um trabalho de apoio ao governo do Irã para desenvolver um míssil intercontinental capaz de transportar ogivas nucleares ou armas bactereológicas até alvos localizados em qualquer ponto do Oriente Médio e da Europa. [5] Em agosto de 2002, Putin concluiu um negócio de 40 bilhões de dólares com o tirânico regime do Iraque de Saddam Hussein. Em seguida, pouco antes de setembro de 2002, enquanto os EUA se preparavam para chorar as suas vítimas do ataque terrorista do ano anterior, Putin desenrolou o tapete vermelho em Moscou para receber com grandes honras o desprezível ditador da Coréia do Norte Kim Jong II. [6]
    Em 12 de abril de 2013, Putin foi o anfitrião do primeiro encontro de um novo eixo anti-americano Moscou-Berlin-Paris, do qual participaram o então chanceler alemão Gerhard Schroeder (um bem pago diretor secreto da empresa de energia russa Gazprom, se soube depois) e o presidente francês Jacques Chirac (no momento em julgamento por corrupção). Naquele mesmo dia, certamente não por acaso, manifestações anti-americanas irromperam na Europa e nos EUA. Foram organizadas pelo World Peace Council, uma ressuscitada organização de fachada da KGB, cujo presidente ainda era o mesmo Romesh Chandra, indicado pela KGB, organizador de inúmeros protestos anti-americanos ao redor do mundo na década de 1970.
    Alguns antigos agentes de influência da KGB, produzindo o ímpeto ideológico necessário para a nova ofensiva anti-americana de Putin, se tornaram ainda mais perturbadores do que os Kalashinikovs apontados pelos terroristas da al-Qaeda contra nós. Jacques Derrida, filósofo francês, rompido com o marxismo mas ainda pasmo de emoção ao escutar a Internacional [7], justificava a guerra islâmica contra os EUA dizendo que os EUA eram culturalmente alienados. Assim, Derrida clamou por uma “nova Internacional” para unir todos os ambientalistas, feministas, gays, aborígenes e outras pessoas “desapontadas e marginalizadas”, combatentes lutando contra a globalização liderada pelos americanos. [8] Antonio Negri, professor da Universidade de Pádua, por um tempo o cérebro por trás das Brigadas Vermelhas – um dos grupos terroristas esquerdistas financiados pela KGB nos anos 1970 – que cumpriu pena na prisão pelo envolvimento no sequestro e assassinato do ex-primeiro ministro italiano Aldo Moro, foi co-autor de um virulento livro anti-americano intitulado Império. Nele, Negri justifica o terrorismo islâmico como uma ponta de lança da “revolução pós-moderna” contra a globalização americana – o novo “império” – o qual, diz ele, está dissolvendo nações-estado e criando um enorme desemprego. [9] O New York Times (que omitiu o envolvimento de Negri com o terrorismo) foi tão longe a ponto de chamar o seu moderno Manifesto Comunista de “o ardente e inteligente livro do momento” [10]
    No último setembro, antecipando a re-coroação de Putin, outro velho guerreiro da Guerra Fria, Mahmoud Abbas, veio para a linha de frente. Sob arrebatadores aplausos na Assembléia Geral, Abbas submeteu às Nações Unidas o “seu” pedido de reconhecimento de um estado palestino com fronteiras pré-1967. Inúmeras figuras políticas internacionais simpatizaram com a solução “independente” de Abbas – assim como o New York Times simpatizou com a luta “independente” de Negri contra o “novo império”. Poucas pessoas sabiam, entretanto, que a OLP foi criada e financiada pela KGB. Poucas pessoas também sabiam que o Institute of Oriental Studies de Moscou, onde Abbas se formou politicamente, era naquele tempo secretamente subordinado à KGB, e que somente estrangeiros recomendados por ela eram aceitos como estudantes.
    Poucas pessoas também sabiam que o orientador de Abbas para a sua tese de PhD foi um oficial encoberto da KGB chamado Yevgeny Primakov (mais tarde, chefe de espionagem da Rússia “democrática”) que era, ao mesmo tempo, um conselheiro de Saddam Hussein. Poucas pessoas perceberam que a tese de PhD de Abbas (intitulada “The Secret Connection between the Nazis and the Leaders of the Zionist Movement”) negava totalmente o Holocausto, alegando que os nazistas haviam matado “somente algumas poucas centenas” de judeus. Ainda menos gente sabe que em agosto de 1998, dois meses após Primakov se tornar primeiro ministro da Rússia, um dos meus antigos colegas soviéticos, general Albert Makashov, hoje membro da Duma, clamou pela “exterminação dos judeus na Rússia”. A TV russa reproduziu inúmeras vezes o grito de Makashov na Duma: “Vou capturar todos os ‘Yids’ (tratamento pejorativo para judeus) e enviá-los para o outro mundo”.
    Primakov aquiesceu em silêncio, e em 4 de novembro de 1998, a Duma apoiou o pedido de Makashov para uma perseguição, rejeitanto, por voto (121 a 107), uma moção parlamentar de censura ao seu discurso de ódio. Numa marcante demonstração em 7 de novembro de 1998, 81° aniversário da Revolução de Outubro, multidões de antigos oficiais da KGB mostraram o seu apoio ao general cantando “hands off Makashov!” e, com as mãos, fazendo sinais com slogans anti-semitas. [11]
    Em 20 de dezembro de 2000, inúmeros altos oficiais aposentados da KGB se reuniram no museu de Lubianka para comemorar os 83 anos de fundação da cruel Cheka. Um dos meus antigos chefes, Vladimir Semichastny, autor de milhares de assassinatos políticos domésticos e estrangeiros, era um dos organizadores. “Na minha opinião, queriam destruir a KGB, retirar o seu poder” lamentou-se numa coletiva de imprensa. [12]
    Onze dias depois, a KGB colocou Vladimir Putin na presidência da Rússia. Em 11 de setembro de 2002, diversos antigos oficiais da KGB se reuniram novamente no seu museu. Eles não se encontraram para demonstrar solidariedade conosco na data da nossa tragédia nacional, mas para celebrar o 125° aniversário de Feliks Dzerzhinsky [13] – o criador de uma das mais criminosas instituições da história contemporânea.
    Às tentativas dos estados bálticos para fazer a antiga KGB pagar pela matança de milhões de seus cidadãos no passado se juntam os gritos de protesto dos russos contra o Kremlin. “Na Rússia de hoje, ninguém está disposto a reconhecer os horrendos crimes do passado” disse Valeryia Dunayeva, do grupo de direitos humanos russo Memorial. A sua mãe foi taxada de espiã e morta pela KGB, e o seu pai morreu num gulag siberiano onde passou 25 anos como prisioneiro político. “Há 17 mil pessoas como eu, que perderam os pais, apenas na Moscou de Stalin, mas as autoridades simplesmente ignoram a nossa existência.” [14]
    ***
    A Guerra Fria realmente acabou, mas ao contrário de outras guerras, não terminou com um ato de rendição e com a deposição das armas pelo inimigo derrotado. Estamos aprendendo do modo mais difícil que a mentalidade do vencido não pode ser mudada de um dia para o outro. Hoje talvez não estejamos mais lidando com a ameaça de uma Rússia perigosamente mortal, mas o novo reinado de Putin pode mudar tudo isso num piscar de olhos. De forma lenta, mas segura, ele está transformando a Rússia na primeira ditadura da história baseada em serviços de inteligência. Para nós, é perigoso continuar pressionando o botão reset apenas, em vez de redefinir a nossa política externa.
    Desde 1792, as eleições têm sido o modo como os EUA corrigem o passado e se preparam para o futuro. Esperemos que em novembro de 2012 os eleitores decidam restabelecer a liderança dos EUA do Mundo Livre. Hoje, como nunca, a paz e a liberdade mundiais dependem do poder os Estados Unidos e da unidade da nossa opinião pública, como foi no passado. Não cometa um erro – se a unidade nacional americana acabar, junto irão a nossa prosperidade, a nossa segurança e a paz do mundo.
    Notas:
    [1] Joel Mowbray, “Arafat elected?” National Review Online, April 25, 2002.
    [2] Barry Renfrew, “Boris Yeltsin Resigns,” The Washington Post, December 31, 1999, 6:48 a.m.
    [3] Yevgenia Albats, The KGB: The State Within a State 23 (New York: Farrar, Straus, Giroux, 1994).
    [4] “Putin rocked Russians with ruthlessness,” AFP, December 31, 1999, internet edition, ruthlessness.html.
    [5] William Safire, “Testing Putin on Iran, The New York Times, May 23, 2002, internet edition.
    [6] Ben Shapiro, “Keep an eye on Russia,” townhall.com, August 23, 2002.
    [7] Mark Lilla, The Politics of Jacques Derrida, The New York Reviews of Books, June 25, 1998 (intyernedt vedrsion).
    [8] Waller R. Newell, Postmodern Jihad: What Osama bin Laden learned from the Left, The Weekly Standard, November 26, 2001, p. 26
    [9] Michael Hardt and Antonio Negri, Empire (London: Harvard University Press, 2000), p. 28.
    [10] David Pryce-Jones, Evil Empire, the Communist ‘hot, smart book of the moment,’ National Review Online, September 17, 2001.
    [11] Jean Mackenzie, “Anti-Semitism is resurfacing in Russia,” Boston Globe, November 8, 1998,as published on the Internet at http://www.fsumonitor.com/stories/11098mak.shtml
    [12] “Russian Spies Mark Secret Police Day,” The New York Times, December 20, 2000, published onhttp://www.freeserbia.net/Articles/2000/KGBday.html.
    [13] Douglas J. Brown, “Chekists Around the World Celebrate 9/11,” NewsMax.com, September 19, 2002, published in http://www.newsmax.com/archives/articles/2002/18/170000.shtml.
    [14] Julius Strauss, “False teeth for children of Stalin’s victims,” The Age, January 29, 2003, published on the Internet at http://www.theage.comau/articles/2003/01/28/1043534055349.html.
    O general Ion Mihai Pacepa é oficial de mais alta patente que desertou do bloco soviético. O seu livro Red Horizons, traduzido para 27 idiomas, revelou a corrupção do governo marxista de Nicolae Ceausescu, da Romênia, e foi grandemente responsável pela queda do tirano. A obra foi descrita pelo presidente Reagan como a sua “Bíblia para lidar com ditadores socialistas”. O seu mais recente livro, Disinformation: Former Spy Chief Reveals Secret Strategy for Undermining Freedom, Attacking Religion, and Promoting Terrorism, em co-autoria com o professor Ronald Rychlak, foi publicado em junho de 2013. Pacepa vive nos EUA, sob identidade secreta.

  • Quando a Justiça não respeita a constituição.


    O Brasil é o berço da impunidade no mundo. Não há um país onde a impunidade seja tão celebrada como no Brasil.

    De acordo com o Código de Processo Penal, o tempo máximo para um julgamento deveria ser:

    316 dias para casos em que o réu está solto.
    296 dias para casos em que o réu está preso. 

    Ora, o que é o Código de Processo Penal? Quem ele pensa que é para ditar as regras? 
    O CPP é nada mais nada menos que a principal lei do país em relação aos processos penais. Só isso!

    Para termos uma idéia mais clara sobre o assunto, vejam o quadro abaixo:


    O quadro acima revela dados de algumas capitais. Em Belém um processo pode demorar 2.269 dias, muito além dos 316 dias citados pelo CPP. O campeão da demora é Minas Gerais com 3.403 dias para julgar um caso de homicídio. 

    Mas este quadro mostra apenas a MÉDIA dos prazos. Casos como o do meu filho já ultrapassam 5.475 dias, sem nenhuma previsão para julgamento. São anos e anos de espera sem qualquer explicação plausível ou aceitável. O que está por trás da demora, é o poder político e econômico dos réus. Não é difícil entender o motivo pela qual o TJMG é o tribunal onde tem mais desembargadores envolvidos com venda de sentenças no país. Vale observar que o caso do meu filho ainda está em primeira instância. Há ainda a segunda instância, o Superior Tribunal de Justiça e finalmente o Supremo Tribunal Federal. No mínimo outros 10 anos de espera até que tudo seja concluído, com todos os réus soltos. Também vale lembrar que durante estes 15 anos, testemunhas foram assassinadas para que o processo continuasse no leito da impunidade, e estas mortes sequer foram investigadas.

    Enquanto uma oferta não satisfaz certo grupo de juízes, promotores e desembargadores, o caso fica "suspenso", sem julgamento, e os acusados soltos gozando a vida adoidado.

    O judiciário teme a imprensa. Casos como o de Elisa Samúdio,  são julgados em 2 anos graças aos noticiários. Isto nos leva a concluir que o TJMG trabalha para enganar a opinião pública. Se a imprensa noticía com frequência, não há espaço para negociações diante dos olhares do público. 

    Casos como o do meu filho foram excluídos da mídia, justamente para abrir espaço para as propinas. Longe da mídia a população não faz idéia do que está acontecendo. 

    O judiciário brasileiro transformou-se em um grande esquema de enriquecimento de magistrados e promotores. Tudo é negociável. Não há qualquer responsabilização pelas demoras e também não há qualquer controle externo dos prazos e até mesmo da qualidade dos processos. A Petrobras é coisa pequena perto dos porões do judiciário brasileiro. 

    Uma análise rápida nos patrimonios de alguns juizes, desembargadores e promotores, revelam como o propinoduto do judiário é aquecido. Eles transformam-se rapidamente em milionários e usam como justificativa heranças recebidas e até o próprio exorbitante salário. Mas ao fazer as contas, os valores não batem. E ninguém se mete a fazer estas contas. 

    Melhor do que vender drogas, vender órgãos humanos, ou ter qualquer negócio ilícito, é vender sentenças. A impunidade tão celebrada no Brasil tem um único motivo: O propinoduto do judiciário brasileiro. Enquanto esta máfia não acabar, as outras máfias estarão garantidas e em crescimento. 

    Hoje, não há no Brasil uma única instituição pública que não esteja envolvida em sujeira e corrupção. As leis existem, as punições estão previstas, mas o judiciário simplesmente não funciona. Ou melhor, faz parte de engrenagem de corrupção. O CPP serveria bem em um rolo pendurado ao lado de um vaso sanitário. 

    O Secretário da Reforma do Judiciário (estão reformando????), Flávio Caetano, deu a seguinte resposta esfarrapada:
    “Temos de ter maior integração na fase investigatória, monitorar a apresentação de denúncias e cuidar para que o tempo de julgamento não extrapole o recomendado no Código de Processo Penal”
    Se tivermos maior integração (???) e monitorarmos a apresentação de denuncias (???) tudo vai funcionar? Obviamente que não! A afirmação é estúpida e feita por alguém que consegue demonstrar em poucas palavras que não sabe nada sobre o assunto. E ele ainda faz uma frase de efeito para justificar toda esta farsa: 
    Segundo ele, a demora da Justiça do país em julgar crimes violentos provoca sensação de impunidade, o que contribui para aumentar o número de crimes.
    Sensação de impunidade???? Um crime ser julgado em 20 anos com os réus trabalhando normalmente durante este período, sem ter qualquer limitação de suas ações é uma sensação de impunidade, ou é a impunidade explícita.

    A sensação de impunidade contribui para aumentar o número de crimes???? Quanta asneira em uma única fala. O número de crimes aumentam, porque a impunidade impera. Quem mata não paga pelo que fez, e quando é condenado, dificilmente cumprirá o total da pena. Sem contar com os indultos e as reduções de pena que os beneficiam. Um homicida pode passar apenas 1 ano na prisão e sair livre como se nada tivesse acontecido. É isto que o nobre secretário chama de "sensação" de impunidade. 

    Como se não bastasse a impunidade, eles são capazes de zombar de nossos desesperos com afirmações como esta, certos de que não poderemos fazer nada, exceto... nos desesperar.  

    Caro secretário. Para saber o que é sensação de impunidade, alguém precisaria meter uma bala na cabeça do seu filho. Você saberia o significado de impunidade ao ve-los fazendo um churrasco no final de semana, aguardando em liberdade um processo que poderá durar 20 anos. Desejo que isto nunca aconteça a você, pois demonstrou que não faz idéia de como funciona a justiça. Não sei se você teria equilibrio emocional para enfrentar isso.

    Estamos diante de um judiciário que não respeita o Código de Processo Penal. 

    O que fazer quando a justiça não respeita as leis?
    A quem devemos recorrer?

    A sensação de impunidade está fazendo 60 mil homicídio por ano. Mas é só uma sensação.


  • Deputados vão ganhar R$ 136 mil de salário e benefícios em janeiro, mesmo em férias



    As atividades legislativas estão paradas desde o dia 22 de dezembroRodolfo Stuckert/Câmara Federal
    As atividades legislativas estão paradas desde o dia 22 de dezembro. Após o recesso, os deputados federais que foram reeleitos só vão voltar à Câmara após o dia 1º de fevereiro, quando será realizada a cerimônia de posse.
    Durante todo esse período sem pisar nos corredores verdes do Congresso Nacional, cada deputado receberá, no mínimo, R$ 136,4 mil, entre salário e benefícios.
    O mesmo ocorre com os deputados que não foram reeleitos. Apesar de estar deixando a casa, eles também vão receber durante as 'férias' de janeiro. 
    O cálculo corresponde à soma do salário de R$ 26,7 mil mais os benefícios a que os parlamentares têm direito. A conta considera os vencimentos sem o reajuste de 26% aprovado em dezembro e que entrou em vigor nesta semana – agora cada parlamentar receberá o salário de R$ 33,7 mil. O novo salário só cairá na conta dos deputados a partir de fevereiro. 
    Além disso, todos os deputados podem receber um auxílio moradia no valor de R$ 3.800, cota para atividade parlamentar que varia entre R$ 27,9 mil e R$ 41,6 mil, de acordo com seu Estado, e uma verba de gabinete de R$ 78 mil. Os deputados que moram em apartamentos funcionais não recebem o auxílio moradia, já que não têm custos com os apartamentos. 
    A verba de gabinete é destinada ao pagamento de salários dos secretários parlamentares e funcionários que não precisam ser servidores públicos, os chamados "comissionados". Cada um dos 513 deputados pode contratar até 25 funcionários para seu gabinete pagando salários que vão de R$ 845 a R$ 12.940. 
    Cota parlamentar é o dinheiro disponibilizado para que cada deputado arque com despesas de passagens aéreas e telefonia. Como o preço das passagens varia de acordo com o Estado do parlamentar, os valores da cota também têm variação. O valor também é usado para o aluguel de imóveis que sirvam de escritório, combustível, segurança e propaganda.
    Apenas as despesas de combustíveis e serviços de segurança têm limite mensal — até R$ 4.500. Quando as despesas no mês ultrapassarem esse valor, a Câmara dos Deputados reembolsa apenas o limite.
    Somando todos os custos, utilizando sempre os valores mais baixos, cada deputado custará, portanto, R$ 136,4 mil, um dos vencimentos mais caros do mundo. 
    Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/deputados-vao-ganhar-r-136-mil-de-salario-e-beneficios-em-janeiro-mesmo-em-ferias-19012015

  • A australianada que foi condenada por tráfico de drogas e conseguiu deixar a prisão na Indonésia:




    Ela foi condenada a 20 anos de prisão em 2005. Schapelle foi considerada culpada após ser detida com cerca de nove quilos de maconha dentro de sua bolsa, no aeroporto

    A australiana Schapelle Corby, condenada a 20 de prisão por tráfico de drogas na Indonésia, ganhou liberdade condicional. Ela foi levada para uma casa em um condomínio, onde deve conceder sua primeira entrevista para a TV desde que foi presa, em 2004. Perguntada por jornalistas sobre como se sentia com sua libertação, Schapelle respondeu em fluente indonésio, que aprendeu na prisão, “eu estou feliz”.
    Schapelle, com 36 anos, foi considerada culpada após ser detida com cerca de nove quilos de maconha dentro de sua bolsa, no aeroporto de Bali. Os advogados dela alegaram que a droga foi colocada em sua mala por carregadores de bagagem que faziam parte de uma quadrilha de tráfico em aeroportos da Austrália, porém essa versão nunca foi comprovada.
    Ela foi condenada a 20 anos de prisão em 2005. (...) Ela sempre alegou inocência e afirmou que a droga foi colocada em seu equipamento sem que ela soubesse.
                   
    A detenção em Kerobokan, com condições de vida extremamente difíceis, aumentou a simpatia por seu caso na Austrália, onde muitos a consideravam uma vítima de um cartel e de uma justiça corrupta.
                   
    A saúde mental de Schapelle degradou rapidamente. Por este motivo ela recebeu uma redução de pena de cinco anos em 2012.
                   
    Há mais de um ano ela podia ser liberada por bom comportamento, o que permitiu outras reduções de pena, mas a aprovação da saída esbarrava nas dúvidas dos serviços de emigração da Indonésia a conceder uma permissão de moradia para um estrangeiro que cumpriu pena.
                   
    O obstáculo foi superado, mas Corby não poderá retornar ao seu país e será obrigada a permanecer na Indonésia até o fim da pena, em 2016, além de um ano adicional de condicional.

    Ela recebeu reduções de pena por bom comportamento e uma clemência de cinco anos do presidente Susilo Bambang Yudhoyono, em 2012. O caso mobilizou a opinião pública australiana, que recebeu com euforia a notícia de sua liberdade.
    A libertação de Schapelle, no entanto, provocou indignação na Indonésia, onde muitas pessoas acreditam que ela é culpada. Porém, cada vez menos australianos apoiam a causa de Schapelle, principalmente depois que sua família ter entrado numa disputa com os maiores veículos de comunicação do país para ver quem pagaria mais pela primeira entrevista exclusiva dela fora da prisão. Ela e sua família deveria receber cerca de US$$ 2,7 milhões por essa declaração.

    Fonte: http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/internacional/2014/1/7/Australiana-condenada-por-trafico-drogas-Indonesia-deixa-prisao,9dab5b86-0f4b-4a52-a097-91008bc582ba.html

  • Art. 5°, CF

    VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

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